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03/06/10

Crón!ca da Semana #8

As pessoas são estranhas pela estranheza com que encaram a vida. As pessoas são macabras pelo que fazem dos dias, do amor, da felicidade, da amizade. É verdade, existem muitos tipos de pessoas, mas existe, por consequente, uma pessoa-tipo, que portam em si estereótipos permanentes. Pessoas essas que acabam por não o ser, pela sua falta de moral e ética.
É verdade, viver é difícil, nunca ninguém disse que seria fácil. Mas seria mais fácil se as pessoas nos abrissem o caminho e deixassem voar, como nos bem nos apetece.
Somos obrigados a deixar de ser bons, a deixar de pensar nos outros primeiro, e quando dizemos «Chega», tudo se vira contra nós. Tudo se vira, no sentido mais literal da palavra, ninguém valoriza aquilo que fomos, aquilo que fizemos e simplesmente acham-nos o maior erro do planeta. Custa. Custa culpabilizar-nos a nós mesmos, por aquilo que não temos culpa; Custa; Custa ter de todos os dias perder a vontade de sorrir. Custa! Custa mais do que devia custar, mas a vida é assim, uma curta-metragem. As pessoas passam a criticar, passam a olhar de lado tudo o que fazemos, tudo o que dizemos, tudo o que vestimos, tudo o que lemos, tudo o que somos. Acrescentam mil narrações quando nós não escrevemos ainda nenhuma. E eu no fundo pergunto-me, será que as pessoas têm esse direito? As pessoas não têm o direito de nos fazer bonecos, de nos cozer e lavar quando lhes bem apetece! Se as pessoas ainda não estão habituadas a perceber as coisas , é lamentável, mais lamentável é esquecerem-se de todo o bom.
No fim da sala ficamos só nós, agora não nos apetece sair, estamos sozinhos, e de manhã não nos apeteceu entrar.

Alice Castro: «As palavras, acções e aberrações».

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